Voltar ao topo

 Pesquisadora chama polilaminina de “proteína de Deus”.
fevereiro 20, 2026

Pesquisadora chama polilaminina de “proteína de Deus”.

Pesquisadora da UFRJ Descobre Molécula Promissora para Regeneração Nervosa

Polilaminina Apresenta Potencial para Tratar Lesões Medulares

Tatiana Coelho de Sampaio, pesquisadora da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), lidera a pesquisa que resultou na descoberta da polilaminina, uma molécula sintética com potencial para estimular a regeneração de fibras nervosas em pacientes com lesões medulares traumáticas.

Baseada em Proteína Natural

A polilaminina é desenvolvida em laboratório a partir da laminina, proteína naturalmente produzida pelo corpo humano e fundamental no desenvolvimento do sistema nervoso embrionário. O objetivo da substância é promover a reconexão de axônios, prolongamentos dos neurônios, que são interrompidos em casos de paraplegia e tetraplegia.

Estudo Experimental Apresenta Resultados Iniciais Positivos

Um estudo experimental conduzido pela UFRJ em colaboração com o laboratório Cristália, realizado entre 2018 e 2021, envolveu oito pacientes com lesão medular grave. Seis deles apresentaram recuperação parcial dos movimentos e um voltou a andar. O estudo, de caráter preliminar e ainda sem revisão por pares, foi conduzido em ambiente acadêmico.

A aplicação da polilaminina, segundo a pesquisadora, deve ocorrer em até 72 horas após a lesão para otimizar os resultados. Em casos crônicos, com mais de três ou quatro meses, a regeneração torna-se mais difícil devido a processos patológicos estabelecidos.

Luiz Otávio Santos Nunez, um militar de 19 anos tetraplégico após um acidente, foi o primeiro paciente no Brasil a receber o tratamento experimental. Doze dias após a aplicação no Hospital Militar de Campo Grande, ele apresentou movimentação na ponta de um dos dedos.

Estágio Regulatório e Acesso via Decisão Judicial

A polilaminina encontra-se atualmente em fase experimental. Em janeiro de 2026, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o início do estudo clínico de fase 1, que avaliará a segurança da substância em cinco pacientes voluntários com lesões agudas completas da medula espinhal torácica.

Paralelamente, cerca de 19 pacientes obtiveram acesso à polilaminina por meio de decisões judiciais. O laboratório Cristália informou que, nesses casos, as doses são fornecidas sem custo, mas o acompanhamento é realizado de forma passiva, sem integrar o protocolo de pesquisa.

Especialistas alertam que, embora os resultados sejam promissores, ainda são preliminares e estudos controlados são necessários para comprovar a eficácia da substância, considerando a possibilidade de recuperação espontânea em até 30% dos pacientes com lesão medular aguda.

Contexto

A descoberta da polilaminina e seus resultados iniciais representam um avanço significativo no campo da medicina regenerativa e oferecem esperança para pacientes com lesões medulares, uma condição que causa grande impacto na qualidade de vida.

Postagem anterior

Mendonça ignora Toffoli e autoriza PF a apurar caso Master

Próxima publicação

Priorizar a segurança dos filhos online é mais importante do…

post-barras

Deixe um comentário

Postagens relacionadas