Congresso Repudia Declaração Considerada Discriminatória de Peninha sobre Evangélicos
Frente Parlamentar Evangélica Repudia Declarações de Eduardo Bueno sobre Direito ao Voto
A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) do Congresso Nacional divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, expressando repúdio às declarações do escritor e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, sobre a participação de evangélicos no processo eleitoral.
FPE Classifica Declarações como Ofensivas e Antidemocráticas
No documento, a FPE considera as falas de Bueno “ofensivas, discriminatórias e antidemocráticas”, argumentando que elas atingem milhões de cidadãos com base em sua fé e deslegitimam o exercício do voto, um direito constitucional.
Fundamentação na Constituição Federal
A nota da FPE se baseia nos princípios da Constituição Federal, que assegura igualdade, liberdade religiosa, liberdade de pensamento e o direito ao voto a todos, sem distinção. A bancada afirma que nenhuma convicção religiosa pode ser usada como critério para exclusão política.
Críticas Diretas às Declarações de Bueno
A manifestação faz referência direta a declarações atribuídas a Eduardo Bueno, nas quais ele teria afirmado que evangélicos “não deveriam votar” e que “elegem uma escumalha perigosa e violenta”. A FPE identifica o escritor como vinculado à extrema-esquerda.
Defesa da Legitimidade do Voto Popular
Em contraposição, a Frente Parlamentar Evangélica defende a legitimidade dos mandatos de parlamentares eleitos com o apoio desse segmento religioso, conferidos pelo voto popular. A nota reafirma o compromisso da bancada com a pluralidade, o respeito, a convivência democrática e a defesa do direito de todo cidadão de participar da vida política do país.
Unigrejas Também se Manifesta
A nota da FPE segue uma manifestação similar da União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas), que, em 2 de fevereiro, também repudiou publicamente as declarações de Eduardo Bueno. A Unigrejas classificou o discurso como ofensivo e discriminatório, em afronta ao artigo 14 da Constituição.
A Unigrejas lembrou que, em 2025, o Senado Federal afastou Bueno de seu Conselho Editorial após outras declarações consideradas controversas. A entidade ressaltou que o ordenamento jurídico brasileiro e tratados internacionais rejeitam manifestações que incentivem a discriminação religiosa.
Contexto
A repercussão das declarações de Eduardo Bueno e o subsequente repúdio da Frente Parlamentar Evangélica e da Unigrejas evidenciam a sensibilidade em torno de temas relacionados à liberdade religiosa e à participação política de diferentes grupos na sociedade brasileira.