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 Congresso Repudia Declaração Considerada Discriminatória de Peninha sobre Evangélicos
fevereiro 6, 2026

Congresso Repudia Declaração Considerada Discriminatória de Peninha sobre Evangélicos

Frente Parlamentar Evangélica Repudia Declarações de Eduardo Bueno sobre Direito ao Voto

A Frente Parlamentar Evangélica (FPE) do Congresso Nacional divulgou uma nota oficial nesta quarta-feira, 4 de fevereiro, expressando repúdio às declarações do escritor e historiador Eduardo Bueno, conhecido como Peninha, sobre a participação de evangélicos no processo eleitoral.

FPE Classifica Declarações como Ofensivas e Antidemocráticas

No documento, a FPE considera as falas de Bueno “ofensivas, discriminatórias e antidemocráticas”, argumentando que elas atingem milhões de cidadãos com base em sua fé e deslegitimam o exercício do voto, um direito constitucional.

Fundamentação na Constituição Federal

A nota da FPE se baseia nos princípios da Constituição Federal, que assegura igualdade, liberdade religiosa, liberdade de pensamento e o direito ao voto a todos, sem distinção. A bancada afirma que nenhuma convicção religiosa pode ser usada como critério para exclusão política.

Críticas Diretas às Declarações de Bueno

A manifestação faz referência direta a declarações atribuídas a Eduardo Bueno, nas quais ele teria afirmado que evangélicos “não deveriam votar” e que “elegem uma escumalha perigosa e violenta”. A FPE identifica o escritor como vinculado à extrema-esquerda.

Defesa da Legitimidade do Voto Popular

Em contraposição, a Frente Parlamentar Evangélica defende a legitimidade dos mandatos de parlamentares eleitos com o apoio desse segmento religioso, conferidos pelo voto popular. A nota reafirma o compromisso da bancada com a pluralidade, o respeito, a convivência democrática e a defesa do direito de todo cidadão de participar da vida política do país.

Unigrejas Também se Manifesta

A nota da FPE segue uma manifestação similar da União Nacional das Igrejas e Pastores Evangélicos (Unigrejas), que, em 2 de fevereiro, também repudiou publicamente as declarações de Eduardo Bueno. A Unigrejas classificou o discurso como ofensivo e discriminatório, em afronta ao artigo 14 da Constituição.

A Unigrejas lembrou que, em 2025, o Senado Federal afastou Bueno de seu Conselho Editorial após outras declarações consideradas controversas. A entidade ressaltou que o ordenamento jurídico brasileiro e tratados internacionais rejeitam manifestações que incentivem a discriminação religiosa.

Contexto

A repercussão das declarações de Eduardo Bueno e o subsequente repúdio da Frente Parlamentar Evangélica e da Unigrejas evidenciam a sensibilidade em torno de temas relacionados à liberdade religiosa e à participação política de diferentes grupos na sociedade brasileira.

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