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fevereiro 3, 2026

Senado questiona atendimento médico de Bolsonaro

Comissão do Senado questiona atendimento médico a Bolsonaro após queda na PF

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado Federal solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) esclarecimentos sobre o atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda ocorrida em 6 de janeiro de 2026, na Superintendência da Polícia Federal (PF) em Brasília.

Pedido de Informações e Prisão Domiciliar

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF), presidente da comissão, assinou o ofício que cobra explicações detalhadas sobre o caso e solicita ao STF a concessão de prisão domiciliar para Bolsonaro, alegando razões humanitárias.

Questionamentos sobre Demora no Atendimento

A CDH questiona o fato de Bolsonaro ter permanecido mais de 24 horas sem atendimento hospitalar especializado após a queda, apesar dos pedidos de sua defesa e familiares. A comissão aponta que o encaminhamento para exames só ocorreu no dia seguinte, com autorização do ministro do STF, Alexandre de Moraes.

Solicitações à Polícia Federal

O ofício da CDH solicita à PF as seguintes informações:

  • Horário exato em que o ex-presidente foi encontrado após a queda.
  • Identificação dos agentes penitenciários que prestaram o primeiro atendimento.
  • Nome e qualificação do profissional de saúde que realizou a primeira avaliação médica no local.

Investigação sobre Autorização para Atendimento

A comissão também pede esclarecimentos sobre os motivos que levaram à demora na remoção de Bolsonaro para um hospital e se houve exigência de autorização judicial prévia para o atendimento de urgência. O documento questiona se o socorro médico foi condicionado por ordens informais, como ligações telefônicas, e ressalta que qualquer condicionante desse tipo deve constar formalmente nos autos do processo.

Encaminhamento a Outras Instituições

A manifestação foi enviada também ao Ministério Público Federal (MPF), à Defensoria Pública da União (DPU), à Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), ao Conselho Federal de Medicina (CFM) e a entidades internacionais de direitos humanos.

Objetivo da Medida

Segundo a CDH, o objetivo da medida é “garantir transparência, permitir a fiscalização externa e prevenir possíveis violações de direitos” no contexto da custódia.

Contexto

O pedido da Comissão de Direitos Humanos do Senado para apurar as circunstâncias do atendimento médico prestado ao ex-presidente Jair Bolsonaro após uma queda enquanto estava sob custódia da Polícia Federal, e a solicitação de prisão domiciliar, geram repercussão no debate público sobre direitos e garantias individuais, bem como sobre a atuação das instituições de segurança e justiça.

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