Flávio Bolsonaro denuncia tortura psicológica na prisão do pai
Flávio Bolsonaro Critica Condições de Custódia do Pai e Fala em “Tortura Psicológica”
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) utilizou suas redes sociais na terça-feira, 13 de janeiro, para denunciar as condições da custódia de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro. O parlamentar classificou o tratamento como “tortura psicológica”.
Alegações de Tratamento Desumano
Em vídeo publicado, Flávio Bolsonaro afirmou que a rigidez da custódia de seu pai supera a destinada a condenados por crimes hediondos. “Nem pedófilo, estuprador e chefe de facção tem tratamento tão desumano assim”, declarou o senador, defendendo a concessão de prisão domiciliar por razões humanitárias.
Problemas de Saúde e Condições da Cela
O senador relatou um incidente ocorrido na Superintendência da Polícia Federal, onde Jair Bolsonaro está custodiado. Segundo Flávio, o ex-presidente sofreu uma queda ao acordar, bateu a cabeça e apresentou um quadro de confusão mental, com perda de memória recente sobre o ocorrido.
Flávio Bolsonaro argumenta que, devido à idade e ao histórico de saúde, Jair Bolsonaro necessita de acompanhamento familiar constante e de uma equipe de enfermagem 24 horas por dia, condições que, segundo ele, não são atendidas no regime de custódia atual.
Outra queixa apresentada refere-se ao ruído constante e intenso de um ar-condicionado, audível inclusive do exterior do prédio. Segundo o senador, o ex-presidente é submetido a este barulho por aproximadamente 12 horas diárias, o que estaria prejudicando seu descanso e saúde mental.
Estratégia da Defesa
A defesa do ex-presidente pretende utilizar esses elementos para reforçar judicialmente o pedido de transferência para o regime domiciliar. Flávio Bolsonaro afirmou que a modalidade humanitária é um direito previsto em lei para pessoas na condição de seu pai e que os advogados estão atuando para assegurá-lo.
Contexto
A divulgação das condições da custódia de Jair Bolsonaro por seu filho, o senador Flávio Bolsonaro, gera repercussão política e levanta questionamentos sobre o tratamento dispensado ao ex-presidente durante o período em que permanece sob custódia da Polícia Federal.